Você assistiu ao debate da Band no domingo ou trocou de canal na metade, igual a muita gente aqui em Eldorado?
Eu assisti inteiro. Chato que sou, ainda anotei num caderninho quem falou de quê. A minha esposa diz que isso não é hobby, é sintoma. Ela tem razão, como sempre.
Mas a pergunta que interessa é outra: o debate mudou alguma coisa? Olhando os números com calma, a resposta é não. E para quem torce por mudança, essa é uma ótima notícia.
Antes do debate, o Flávio liderava na maioria das pesquisas. Depois do debate, continua liderando. A Real Time Big Data, com entrevistas de 15 a 19 de outubro, mostra Flávio com 52% dos votos válidos contra 48% de Lula. A Pesquisa França, feita de 16 a 20 de outubro, aponta 50,8% contra 49,2%. E o senador aparece numericamente à frente em 13 dos 14 estudos mais recentes compilados pelo Poder360.
É como um Gre-Nal decidido no detalhe. Quem está na frente no placar não precisa dar show. Precisa não errar.
E o Flávio não errou. Falou de Saúde e de Segurança Pública, os dois assuntos que tiram o sono de qualquer pai de família. Cobrou explicações sobre as “saidinhas” de presos do semiaberto. E fez uma coisa que pouca gente esperava: um “mea culpa” sobre a Saúde no governo do pai. Reconhecer erro em rede nacional, a uma semana da eleição, não é fraqueza. É maturidade. Quem já precisou recomeçar do zero, como nós aqui depois da enchente de 2024, sabe o valor de quem olha para trás com honestidade antes de olhar para frente.
Do outro lado, o presidente preferiu olhar para o passado. Voltou ao tema das armas do governo anterior e cobrou o adversário sobre o modelo econômico de Javier Milei. Discurso de quem está atrás e precisa assustar o eleitor, não convencer.
Agora, vamos combinar uma coisa, que eu não escrevo para enganar ninguém: a eleição não está ganha. Boa parte dessas pesquisas mostra empate técnico, dentro da margem de erro. A Vox Brasil, por exemplo, ainda dá 51% para Lula e 49% para Flávio. Pesquisa é retrato do momento, não resultado de urna.
Por isso, o recado é simples.
Domingo, dia 25, ninguém fica em casa. Leve o vizinho, leve a família, leve aquele tio que diz que “tanto faz”. Não faz.
A pergunta que deixo para você é esta: no domingo, você vai ser plateia ou vai entrar em campo?
Adm. Romário Cruz é administrador, jornalista (MTb 0021682/RS) e escritor. Este é um texto de opinião.
Decidir é entrar em campo
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Quem leva o Brasil no dia 25? O 2º turno estado por estado Flávio é favorito em 15 unidades, Lula em 11, o Amapá está empatado e Minas decide. Promessa é dívida: o que Lula prometeu, o que não entregou e o que volta a prometer O plano de 2022 conferido contra o entregue, e as promessas que voltam requentadas em 2026.Fontes. Poder360: pesquisa Real Time Big Data, campo de 15 a 19/10/2026, 2.000 entrevistas, margem de erro de 2 pontos percentuais e confiança de 95%, registro no TSE BR-02952/2026; Flávio 52% e Lula 48% dos votos válidos (20/10/2026). Poder360: Pesquisa França, campo de 16 a 20/10/2026, 3.000 entrevistas, margem de erro de 1,8 ponto e confiança de 95%, registro BR-07896/2026, paga com recursos próprios; Flávio 50,8% e Lula 49,2% dos votos válidos (20/10/2026). Poder360: compilação das pesquisas recentes, com Flávio numericamente à frente em 13 de 14 e Lula à frente só na Vox Brasil (20/10/2026). Pesquisas do infográfico (entrevistas; margem de erro em pontos; registro no TSE): PoderData/Aya (3.000; 1,8; BR-02586/2026), AtlasIntel (4.998; 1; BR-02418/2026), Quaest (2.154; 2; BR-08729/2026; votos válidos recalculados pelo Poder360), Datafolha (2.520; 2; BR-00466/2026) e Vox Brasil (2.100; 2,15; BR-04332/2026). Debate: Band, íntegra do debate de 18/10/2026; O Tempo: o “mea culpa” de Flávio sobre a Saúde no governo Bolsonaro (18/10/2026); Congresso em Foco: saúde, segurança, saidinhas, armas e a pergunta sobre Milei (18/10/2026); Poder360: o embate sobre armas e munição (18/10/2026).
Aviso. Este texto é um artigo de opinião e expressa a visão do autor, que declara ser presidente do Republicanos em Eldorado do Sul. As pesquisas citadas estão registradas no TSE, com os dados acima. Pesquisa é retrato do momento, não resultado de urna.