Homem, Você Não É Ridículo

Fracasso e Recomeço

O Homem Diante do Fracasso: o Que Fazer no Dia Seguinte

Você já teve uma ideia que não deu certo e, no lugar de pensar "essa ideia não deu certo", pensou "eu não presto"? A frase parece igual. Não é.

Todo homem fracassa em alguma coisa — negócio que não vingou, relação que se desfez, decisão que parecia certa e não era. Eu já fracassei em mais coisas do que gostaria de contar aqui. O que muda tudo não é o tamanho do tombo. É a frase que você conta pra si mesmo depois dele.

Não é o fracasso que define o homem. É o que ele faz no dia seguinte ao fracasso.

Culpa e vergonha não são a mesma coisa

Existe uma diferença que muda tudo, e pouca gente aprende ela cedo: culpa diz "eu fiz algo errado". Vergonha diz "eu sou errado". Uma foca no que você fez — e o que se faz, se corrige. A outra foca em quem você é — e isso paralisa, porque não tem conserto óbvio pra "eu sou um fracasso".

Culpa saudável olha pra frente: "errei, vou corrigir, pedir desculpa, aprender, fazer diferente da próxima vez." Vergonha é um beco sem saída: "não mereço nem tentar de novo." E o pior é que, em muitos homens, essa vergonha não sai como tristeza — sai disfarçada de raiva, de seco, de afastamento. A gente nem sempre reconhece a própria vergonha porque ela usa máscara.

O que eu aprendi levantando depois de cair

Se você tem uma história de fracasso guardada com vergonha há anos, deixa eu te contar uma coisa: os maiores momentos de qualquer homem que eu já admirei vieram depois do tombo mais feio, não antes dele. Ninguém que eu respeito de verdade chegou lá sem cair antes — várias vezes, na maioria dos casos.

O fracasso não fecha a história. Muitas vezes é justamente o capítulo que prepara o que vem de mais importante depois. Mas só funciona assim se você processar ele como culpa — "isso eu posso corrigir" — e não deixar ele endurecer virando vergonha — "isso sou eu, ponto final".

O dia seguinte é onde a coisa se decide

Ninguém controla se vai fracassar de novo. Todo mundo vai, em algum momento. O que dá pra controlar é o que você faz no dia seguinte: levanta, olha pro que quebrou, separa o que foi erro de fato do que foi só má sorte, e dá o próximo passo — mesmo com medo, mesmo sem garantia nenhuma de que vai dar certo dessa vez.

Você não é o pior dia que você teve. Você é o que decide fazer depois dele.

Continue a leitura

O fracasso não tem a palavra final sobre quem você é.

No capítulo "O Homem Diante do Fracasso", de Homem, Você Não É Ridículo, eu desenvolvo essa diferença entre culpa e vergonha com exemplos que talvez você reconheça na própria vida.

Conhecer o livro

Sobre esse mesmo tema de recomeço, veja também: A crise dos 40 no homem →

— Adm. Romário Cruz

← Voltar para todos os artigos